sábado, 23 de abril de 2016

Sorocaga e Jundiaí - SP = Abril de 2016

05/04/2016 08h49 - Atualizado em 05/04/2016 16h53

'Quis ver se o Brasil era mesmo um país de todos', diz refugiado haitiano

Após dois anos no Brasil, refugiado diz ter 'se encontrado' no interior de SP.
Carlo Louis decidiu deixar o Haiti após tremor que matou 300 mil em 2010.

Amanda Campos Do G1 Sorocaba e Jundiaí






Cada vez que ouve o trecho "Você não sabe o quanto caminhei para chegar até aqui" da música "A Estrada", do Cidade Negra, o haitiano Carlo Pierre Louis, de 27 anos, acredita que a banda brasileira canta sua história. Nascido em Miragoâne, a 100 quilômetros de Porto Príncipe, capital do Haiti, Louis passou por vários países, como República Dominicana, Colômbia e Peru, antes de desembarcar no Brasil, em 2012. Depois de passar por vários estados, ele afirma que  encontrou em Sorocaba, no interior de São Paulo, o clima certo para sua nova casa.  (Veja o vídeo acima)
Em entrevista ao G1, Louis conta que seu plano era ir até a Guiana Francesa pela compatibilidade da língua e que o Brasil era apenas parte do caminho. "Mas lembro que, assim que cheguei no Amazonas, li com dificuldade uma placa em português que dizia: 'Brasil, um país de todos'. Quis ver se o Brasil era mesmo um país de todos. Resolvi testar", diz ele.
Ao desembarcar em Manaus (AM), Louis foi levado, junto a outros cinco haitianos, a um abrigo. Depois de pedir asilo como refugiado, ele ficou sabendo por um padre que uma empresa mineira recrutava trabalhadores para atuar no ramo do conserto de peças em um parque de diversões.
Carlo durante aula em laboratório da universidade  (Foto: Arquivo Pessoal/Carlo Pierre-Louis)Carlo durante aula em laboratório da universidade
(Foto: Arquivo Pessoal/Carlo Pierre-Louis)
Ele aceitou a oferta e seguiu para Silvianópolis, onde trabalhava durante o dia e estudava português sozinho a noite por meio de vídeos. Seis meses depois - e já familiarizado com o idioma - ele viajou a trabalho para Votorantim (SP), onde leu um anúncio sobre um programa universitário que mudaria novamente sua vida. 
"Era uma universidade que oferecia um programa de bolsa de estudo para custear cursos universitários. Conversei com uma representante da faculdade, que me ajudou a ingressar", afirma.
O haitiano com a namorada, Aline (Foto: Arquivo Pessoal/Carlo Pierre-Louis)O haitiano com a namorada, Aline
(Foto: Arquivo Pessoal/Carlo Pierre-Louis)
Amor e engenharia em Sorocaba
Louis entrou no curso de engenharia mecânica, largou o emprego na empresa mineira e se mudou de vez para o interior de São Paulo.
Nessa mesma época, ele achou um motivo a mais para permanecer na cidade: se apaixonou pela atual companheira, a sorocabana Aline.
"Havia perdido o ônibus para ir para Minas Gerais e decidi passar no shopping antes de ir para casa. Lá, nas escadas rolantes, vi a Aline e me encantei. Foi o destino", conta.
Após o encontro inesperado, o haitiano foi atrás da brasileira. Ambos jantaram, trocaram telefones e poucas semanas após o primeiro encontro, começaram a namorar. Um ano após iniciarem o relacionamento, os dois decidiram morar juntos na casa onde Aline já vivia, em um bairro sorocabano.
Pessoas caminham em uma das principais ruas comerciais durante um protesto contra o governo em Porto Príncipe, no Haiti (Foto: Andres Martinez Casares/Reuters)Uma das principais ruas comerciais em Porto Príncipe, no Haiti (Foto: Andres Martinez Casares/Reuters)
Saída do Haiti 

O jovem não tinha planos de deixar seu país até janeiro de 2010, quando um terremoto de magnitude 7.0 deixou pelo menos 300 mil mortos e cerca de 1,5 milhão de desabrigados no Haiti.  Na época com 22 anos, Louis lembra como se fosse hoje o que fazia no dia do abalo. Ele estava na casa de um de seus dez irmãos cuidando das sobrinhas quando sentiu o tremor, que durou poucos segundos.
Terremoto de 2010 fez do Haiti o país com mais mortos em desastres nos últimos 20 anos; mais de 230 mil pessoas morreram no país nesse período (Foto: AFP/arquivo)Terremoto  fez do Haiti o país com mais mortos
em desastres nos últimos 20 anos (Foto: AFP)

 
"As meninas [sobrinhas] se agarraram às minhas pernas e eu corri para a varanda. Quando saí na calçada e olhei ao meu redor, não reconhecia mais o lugar onde morava. Só havia poeira e ruínas. Fui ajudar meus vizinhos. Pedi a Deus para nunca mais ver o que vi naquele dia", lembra.
Entre os destroços, o haitiano viu amigos feridos e corpos de vizinhos e colegas de faculdade com quem ele conivia diariamente. Os meses que se seguiram à tragédia, somados à demora na reconstrução do país – em muito devido aos desvios de verbas arrecadadas internacionalmente para ajudar as vítimas do desastre - só aumentaram seu desejo de deixar Porto Príncipe. 

Louis, então estudante de Direito em uma universidade federal haitiana, juntou dinheiro com trabalhos de estágio e viajou, dois anos depois, para a República Dominicana, onde uma de suas irmãs morava. O plano era seguir de lá até o Equador de avião, passar pelo Peru, Colômbia e Brasil de barco para, enfim, conseguir as passagens e desembarcar de vez na Guiana Francesa, mas não foi o que aconteceu.  "Acredito em destino. Sei que eu precisava ficar no Brasil para viver tudo o que tenho vivido. É uma força maior do que eu direcionando minha vida", afirma.

Quando saí na calçada e olhei ao meu redor, não reconhecia mais o lugar onde morava. Só havia poeira e ruínas. Pedi a Deus para nunca mais ver o que vi naquele dia"
Carlo Pierre Louis
 
Com uma fé que pode ser medida na mesma proporção do terremoto, Louis acredita que um dia vai voltar para o Haiti e ajudar os sete irmãos que ainda moram no país – dois deles acabaram vindo para o Brasil, mas moram longe de Sorocaba e um morreu antes do terremoto – e sua mãe, de quem ele afirma sentir "mais do que falta".

"Saudade não é a palavra certa [para definir o sentimento em relação a ausência da mãe]. Ainda não inventaram definição para isso", emociona-se.
Poliglota – ele fala, além do francês e do crioulo, línguas oficiais do Haiti, inglês, espanhol e português – o haitiano só sente muito por não ter melhores oportunidades profissionais no Brasil. Mas acredita que, com o diploma em mãos, vai conseguir se estabelecer no País, juntar dinheiro e voltar à terra natal. "Como diz a música do Cidade Negra, 'Com a fé no dia-a-dia encontro a solução'. Está nos meus planos. Não sei o que o destino ainda me reserva. Mas um dia quero voltar. Voltar para casa", afirma.
Carlo diz que a saudade da mãe é o que mais lhe incomoda no Brasil (Foto: Julia Garcia/G1)Carlo diz que a saudade da mãe é o que mais lhe incomoda no Brasil (Foto: Julia Garcia/G1)
 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Informação

 

Haitianos relatam rotina de humilhações e preconceito no Brasil

Dourados - MS, 27 de fevereiro de 2016

                        
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução
“Se você quer, pega. Se não quer, não quer”. Atraídos por uma ‘vida melhor’, haitianos dão de cara com ódio, preconceito e abusos no Brasil. Conheça algumas histórias
Se você quer, pega. Se não quer, não quer“. Foi assim que Alix Mustivas, de 26 anos, foi tratado pelo patrão após se machucar enquanto trabalhava na construção civil. Após fraturar a coluna o braço em dois lugares durante o trabalho – sem carteira assinada – o dono da empresa ofereceu R$ 300 ao jovem. “Eu disse que minha vida não valia R$ 300“.
 
Mustivas, que teve o apoio de entidades sindicais catarinenses para receber, durante um mês, auxílio do INSS, conta que ficou dois dias sem levantar e andar. “Depois de uma semana consegui caminhar e levantar sozinho“, afirma.

Haitiano, ele está há mais de um ano entre Curitiba e Santa Catarina. Mustivas veio ao Brasil em busca de oportunidades melhores do que as que encontrava no país de origem, que ainda se recupera de um devastador terremoto, que atingiu a nação em 2010.

Eu trabalhei em um condomínio em Santa Catarina, mas depois da temporada não precisavam mais de serviço“, conta ele, que então conseguiu um novo emprego, no setor de construção civil, sem dificuldades.

O chefe pagava R$ 70 por dia, mas não queria assinar a carteira de trabalho. Ele dizia que ia assinar na semana seguinte, mas nunca assinava. Eu estava em uma situação que tinha que pagar aluguel, ajudar minha filha, não podia ficar parado“, conta ele, pai de uma garota de 7 anos que mora com os avós maternos no Haiti.

Atualmente, ele mora em Curitiba – “achei que lá teria mais gente para cuidar de mim“, contou – onde tem uma banda e trabalha como segurança em uma universidade particular.

Mustivas é, de acordo com dados da Polícia Federal, um dos 65 mil haitianos que chegaram ao Brasil entre 2011 e novembro de 2015.

Não há dados precisos sobre quantos haitianos vivam em Santa Catarina, mas as estimativas giram em torno de 6.000 pessoas.

O indicativo que se tem é que em 2013, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, os haitianos tornaram-se o grupo de trabalhadores imigrantes em SC, de maior presença no mercado formal“, explica a professora Gláucia Assis, coordenadora do Observatório das Migrações de Santa Catarina, ligado à UDESC.

Em Santa Catarina, nos cinco primeiros meses do ano passado, foram emitidas 2.259 carteiras de trabalho para haitianos, mais do que o dobro do registrado ao longo de 2014: 986.
Gláucia aponta para a configuração de redes sociais, que fazem com que um imigrante “puxe” o outro para determinada cidade.

Esse incremento da presença de haitianos no estado se deve ao fato de que a maioria quando chegou encontrou trabalho, antes da intensificação da crise econômica, e a principalmente ao fato de que os imigrantes uma vez estabelecidos e encontrando trabalho tendem a passar essa informação a amigos e parentes que vem para onde já há algum conhecido estabelecido e posso ajudar a encontrar emprego e moradia.”

Foi a perspectiva de um emprego e a possibilidade de avançar nos estudos que levaram Alexandre Bladimy, de 28 anos, a Balneário Camboriú. Antes, ele trabalhou em um frigorífico no Rio Grande do Sul.

Foi um momento muito duro para mim, pois meu coração não compartilha com esse tipo de lugar, com sangue, com sofrimento. Tenho um coração muito sensível“, conta ele, que trabalhou por um ano e pediu para ser mandado embora.

Fonte: Pragmatismo Político

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Informação

atualizado às 15:34h - domingo, 14 de fevereiro de 2016

Haitianos que entrarem no Brasil sem visto podem ser expulsos

Refugiados haitianos que entrarem no Brasil sem visto podem ser expulsos. A decisão, de acordo com o Ministério da Justiça, já está sendo cumprida pela Polícia Federal e afeta cerca de 300 haitianos que aguardam no município de Tabatinga (AM) a regularização da permanência no país.
O aumento do fluxo de haitianos no Brasil se deve ao terremoto que, em janeiro do ano passado, matou mais de 250 mil pessoas. A situação do Haiti, que já era um dos mais pobres do continente, impulsionou a migração para outros países à procura de trabalho. Na época, o Ministério da Justiça emitiu uma ordem para que a Polícia Federal recebesse todos os cidadãos do país caribenho que solicitassem refúgio no Brasil.

Dados da Polícia Federal indicam que, apenas neste ano, 294 haitianos entraram no país como refugiados. Uma vez feito o pedido do visto, eles recebem um protocolo que vale como comprovante de entrada e torna possível tirar documentos como carteira de identidade e Carteira de Trabalho, enquanto o pedido de refúgio é julgado pelo governo federal.

No último dia 8, a Polícia Federal iniciou em Tabatinga um mutirão para examinar a situação dos haitianos na região. O Ministério de Relações Exteriores (MRE) informou que os haitianos que entraram no país como refugiados não estão de acordo com a Lei 9.474, de 1997, que reconhece nessa situação apenas o indivíduo que seja perseguido no país de origem por motivos de raça, religião, situação política ou violação de direitos humanos.

O MRE destacou que os tratados internacionais e a legislação brasileira não preveem a condição de refugiado para pessoas que se deslocam de seus países em casos de desastre ambiental.
Na tentativa de encontrar uma solução para o caso segundo as leis brasileiras, o Ministério da Justiça encaminhou um estudo da situação dos haitianos ao Conselho Nacional de Imigração (CNIg).
Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Notiicia: 02-02-2016

02/02/2016 10h35 - Atualizado em 02/02/2016 10h53

Dinheiro de campanha custeia viagem de mulher de haitiano para o Brasil

Campanha nas redes sociais arrecadou R$ 4,8 mil para ajudar paraplégico.
Haitiana deve chegar em MT no dia 6 de março para ficar com o marido.

Do G1 MT
Amigos fazem campanha para ajudar haitiano paraplégico a voltar para casa (Foto: Alcene Amado/ Arquivo pessoal)
 
Amigos fazem campanha para ajudar haitiano paraplégico
a voltar para casa (Foto: Alcene Amado/ Arquivo pessoal)
A mulher  do haitiano Chrisner Elveus, de 38 anos, que ficou paraplégico após baleado na porta de casa, em novembro do ano passado, em Cuiabá, deve chegar à capital no dia 6 de março para cuidar do marido. A viagem de Joselande Pierre Jules Elveu está sendo custeada com um dinheiro arrecadado por amigos do marido em uma campanha nas redes sociais.

Até a semana passada, R$ 4.822 tinham sido arrecadados. A passagem emitida na quinta-feira (28) custou R$ 3.803. O dinheiro restante deverá ser utilizado para custear alguns gastos da esposa do haitiano quando ela estiver na capital.

O intérprete Rafael Lira, idealizador da campanha, contou que estava pessimista e que o resultado foi uma surpresa. “É a primeira vez que faço algo do tipo e no começo não tinha tanta fé. Cheguei a pensar que teríamos que arrumar outra maneira porque não iríamos conseguir. Arrecadar uma quantia maior do que precisávamos superou muito minhas expectativas. Fiquei muito feliz”, revela.
Ele avalia que a campanha tomou grandes proporções após ser divulgada na imprensa. “A maioria [dos doadores] nunca falou comigo. Gente do país inteiro contribuiu. Chegamos a receber R$ 600 de um homem do sul do país, região onde não conheço praticamente ninguém”, relata.
Chrisner está internado desde o dia 30 de novembro no Pronto Socorro Municipal de Cuiabá. Ele chegou a receber alta dos médicos, mas acabou contraindo pneumonia e deve ficar na unidade de saúde até ser curado da doença.

A mulher de Chrisner deve ficar no Brasil por pelo menos seis meses, período que servirá para o haitiano se recuperar e ter as mínimas condições de uma melhor locomoção. Ele explica ainda que, assim que sair do hospital, o estrangeiro deverá ser realocado para uma casa do Projeto Residência Inclusiva e que Joselande deverá se estabelecer no Centro de Pastoral para Migrantes, na capital.
O intérprete afirma ainda que tem conversado com Joselande por meio de um aplicativo de mensagens e que a haitiana ficou muito feliz com a notícia. “Ela nos agradeceu muito pela iniciativa. Seria um dinheiro que dificilmente ela conseguiria. Ela ficou apenas um pouco triste porque ainda falta um tempinho para a viagem, mas é mais por causa da vontade dela de ver o marido. Toda hora ela pergunta como ele está”, pontua.

Caso
O haitiano Chrisner, que está no Brasil há mais de dois anos, foi baleado no dia 22 de novembro. Ele estava na frente de uma quitinete onde morava, no Bairro Esperança, em Cuiabá, e conversava com amigos, também do Haiti, quando um motociclista passou pelo local disparando tiros contra a residência e contra os estrangeiros.

Um dos disparos acertou o haitiano e a bala ficou alojada na coluna dele. Ele foi internado no Pronto Socorro de Cuiabá ainda no dia do crime e chegou a ser liberado no dia 30 de novembro, mas passou mal e teve que retornar à unidade.

Integrantes de organizações sociais realizaram um ato em frente ao Pronto Socorro no dia 9 de dezembro pedindo a investigação do caso e afirmando que o crime poderia se tratar de xenofobia – aversão a estrangeiros.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Informações importantes

Haitianos

QUADRO I – COMO INICIAR A SUA REGULARIZAÇÃO PROVISÓRIA
PARA RECEBER A AUTORIZAÇÃO DE RESIDÊNCIA PERMANENTE NO BRASIL, VOCÊ DEVE SEGUIR ALGUNS PASSOS.
EM QUAL SITUAÇÃO VOCÊ ESTÁ AGORA? VEJA O QUE FAZER EM CADA CASO PARA INICIAR O PROCESSO DE PERMANÊNCIA:
 
1) VOCÊ ENTROU NO BRASIL COM VISTO HUMANITÁRIO DE RESIDÊNCIA PERMANENTE OBTIDO NA EMBAIXADA DO BRASIL
1. Você deve fazer agendamento para a Polícia Federal em São Paulo (veja o endereço no QUADRO VI) e efetuar o pagamento.
Site da Polícia Federal: http://www.dpf.gov.br/servicos/estrangeiro/requerer-registro-e-emissao-renovacao-de-cedula-de-identidade-de-estrangeiro/requerer-registro-renovacao-e-anistia  – Pontos 01, 04 e 05: Ponto01: cadastro – preencher e imprimir (Atenção: deverá colocar um endereço no Brasil); Ponto04: Agendamento – agendar e imprimir; Ponto05: gerar duas guias (nº 140082 e 140120).
2. Levar o passaporte e cópia das folhas utilizadas.
3. Levar o Formulário que foi entregue na Embaixada.
4. Levar duas fotos 3×4, colorida, com fundo branco.
 
Na Polícia Federal, procure o Setor de Imigração e solicite o registro nacional de estrangeiro (RNE).
O RNE será seu documento de identidade no Brasil.
Com o RNE, você poderá pedir sua carteira de trabalho (CTPS) para trabalhar legalmente (veja como pedir a sua
CTPS no QUADRO II).
 
2)  VOCÊ ENTROU NO BRASIL COM VISTO DE TURISMO OBTIDO EM EMBAIXADA DO BRASIL
Você deve seguir os passos que estão indicados no item 4, abaixo.
 
3) VOCÊ ENTROU NO BRASIL SEM VISTO, MAS JÁ SE REGISTROU NA POLÍCIA FEDERAL DE OUTRA CIDADE/ESTADO E POSSUI UM PROTOCOLO DE SOLICITANTE DE REFÚGIO:
Você deve irdiretamente à Polícia Federal em São Paulo (veja o endereço no QUADRO VI) com o protocolo que você já recebeu e os outros documentos que possuir (como passaporte).
Na Polícia Federal de São Paulo, você deve procurar o Setor de Imigração e informar o seu novo endereço.
A Polícia Federal substituirá o seu protocolo antigo por um novo de São Paulo.
Se você ainda não tiver sua carteira de trabalho, veja as instruções no QUADRO II.
 
4) VOCÊ ENTROU NO BRASIL SEM VISTO E AINDA NÃO SE REGISTROU NA POLÍCIA FEDERAL:
Você deve ir à Caritas Arquidiocesana de São Paulo para pedir o seu cadastro.
A Caritas informará o dia em que você deverá ir à Polícia Federal para fazer o pedido de refúgio.
Quando você for à Polícia Federal, você receberá o protocolo e uma cópia da sua declaração.
O protocolo será seu documento provisório de identificação e regularização no Brasil.
ATENÇÃO: O PROTOCOLO É UM DOCUMENTO PROVISÓRIO E VOCÊ DEVE CONTINUAR O PROCESSO PARA TER ACESSO AO DOCUMENTO DEFINITIVO (veja as orientações do QUADRO IV).
 
 
QUADRO II – COMO OBTER A CARTEIRA DE TRABALHO PROVISÓRIA
PARA SOLICITAR A CARTEIRA DE TRABALHO (CTPS), É NECESSÁRIO JÁ TER EM MÃOS
O PROTOCOLO DE PERMANÊNCIA PROVISÓRIA E O CPF (CADASTRO DE PESSOA FÍSICA).
Você deve ir à Delegacia Regional do Trabalho (veja o endereço no QUADRO VI) com PROTOCOLO
PROVISÓRIO, 01 FOTO 3X4 e CPF. Se você ainda não tiver CPF, você deve ir à Unidade da Receita Federal do
Shopping Light (veja o endereço no QUADRO VI).
 
QUADRO III – COMO RENOVAR OS SEUS DOCUMENTOS PROVISÓRIOS
ATÉ OBTER O RNE, OS SEUS DOCUMENTOS SÃO PROVISÓRIOS: RENOVE ANTES DO PRAZO FINAL DE VALIDADE
 
O protocolo e a carteira de trabalho têm prazo de seis meses (180 dias).
Você deve pedir a renovação destes documentos até a publicação do seu nome pelo Conselho Nacional de Imigração – CNIg (veja o QUADRO IV).
Quando faltar cerca de 5 a 10 dias para o vencimento do seu protocolo, vá diretamente à Polícia Federal e 
solicite sua renovação no Setor de Imigração. Você deve levar o seu protocolo antigo e duas fotos 3×4.
Com o protocolo renovado, você poderá renovar a carteira de trabalho: vá à Delegacia Regional do Trabalho (veja o endereço no QUADRO VI) e solicite a renovação da carteira de trabalho.
 
 
QUADRO IV – COMO CHEGAR À REGULARIZAÇÃO DEFINITIVA E OBTER O RNE
PARA QUE VOCÊ RECEBA A AUTORIZAÇÃO DE RESIDÊNCIA PERMANENTE NO BRASIL: ACOMPANHE SEU PROCESSO!
Saiba como:
 
Se você recebeu um protocolo de Solicitação de refúgio e é nacional do Haiti, seu pedido será analisado pelo Governo brasileiro, através do Conselho Nacional de Imigração (CNIg).
Quando o seu pedido for decidido, o CNIg publicará o seu nome no Diário Oficial da União (DOU), jornal oficial do
Governo brasileiro, em duas vezes, sendo a primeira para comunicação, e a segunda com validade para solicitação da emissão do RNE.
 
A PARTIR DO DIA EM QUE O SEU NOME FOR PUBLICADO (2ª Publicação), VOCÊ SÓ TEM 03 MESES PARA IR ATÉ A POLÍCIA FEDERAL E PEDIR O SEU RNE!!!
O RNE é o documento que lhe garante a autorização de residência permanente no Brasil, por isso fique atento e:
 
1) FAÇA UMA CONSULTA SOBRE A PUBLICAÇÃO A CADA 15 OU 20 DIAS
As listas com os nomes dos nacionais do Haiti para os quais foi concedida a residência permanente são publicadas
em diversos sites. Você pode ler ou acessar as listas completas na página do Facebook da Caritas Arquidiocesana de
São Paulo ou nos seguintes sites: http://caritasarqsp.blogspot.com.br/ ou http://www.migrante.org.br/IMDH/.
Você também pode digitar o seu nome completo ou o número do seu protocolo no seguinte site:
http://www.jusbrasil.com.br/diarios/.
O Site oficial para conferência da publicação é o da Imprensa Nacional: http://portal.in.gov.br/
 
2) SE O SEU NOME FOI PUBLICADO, COMPAREÇA À POLÍCIA FEDERAL (VEJA ENDEREÇO NO QUADRO VI) COM A CÓPIA DO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO  PARA SOLICITAR O SEU RNE, DENTRO DO PRAZO DE 03 (TRÊS) MESES.
1. Fazer um agendamento no site da Polícia Federal: http://www.dpf.gov.br/servicos/estrangeiro/requerer-registro-e-emissao-renovacao-de-cedula-de-identidade-de-estrangeiro/requerer-registro-renovacao-e-anistia  – Pontos 01, 04 e 05: Ponto01: cadastro – preencher e imprimir ( Atenção: deverá colocar um endereço no Brasil); Ponto04: Agendamento – agendar e imprimir; Ponto05: gerar duas guias (nº 140082 e 140120) e efetuar o pagamento.
2. Levar o passaporte e cópia das folhas utilizadas.
3. Levar o a publicação impressa com seu nome.
4. Levar duas fotos 3×4, colorida, com fundo branco.
     5. Levar Certidão Consular ou Certidão de nascimento traduzida por tradutor juramentado. A certidão consular deverá ser solicitada na Embaixada do Haiti, em Brasília, por email; neste email, deverá ter cópia da certidão de nascimento e da folha de identificação do passaporte, endereço para envio da certidão, COMPROVANTE DE PAGAMENTO – R$ 10,00 Dez Reais na conta da Embaixada do Haiti no Banco do Brasil, Agência 1606-3, conta corrente 68.694-8; nome dos pais em letra maiúscula. Email:embhaiti@terra.com.br
3) SE O SEU NOME FOI PUBLICADO E VOCÊ NÃO SOLICITOU PERMANÊNCIA EM 03 (TRÊS) MESES, VOCÊ TEM MAIS 03 (TRÊS) MESES PARA SOLICITAR UMA NOVA PUBLICAÇÃO. SE VOCÊ PERDER ESTE PRAZO, DEVE INICIAR O PROCESSO DE SOLICITAÇÃO NOVAMENTE
 
QUADRO V – OUTRAS NECESSIDADES
Se você precisar de orientações sobre moradia, trabalho, retorno aos estudos, problemas jurídicos, poderá
procurar a Missão Paz ou a Caritas Arquidiocesana de São Paulo
 
QUADRO VI – ENDEREÇOS E TELEFONES ÚTEIS
Caritas Arquidiocesana de São Paulo: 
Rua Venceslau Brás, 78, 2º andar – Centro, São Paulo.
 (11) 3241.3239 ou 3115.2674
 Segunda, terça, quinta e sexta, das 9h às 17h.
 
Missão Paz – Centro Pastoral e de Mediação dos Migrantes: Rua do Glicério, 225 – Liberdade, São Paulo.
 (11) 3340.6966
 De segunda a quinta, das 11h30 às 17h30, às sextas até 12h.
 
Polícia Federal de São Paulo: Rua Hugo D’Antola, 95 – Lapa de Baixo, São Paulo.
 (11) 3538.5000
 De segunda a sexta, das 8h às 16h.
 
Receita Federal Shopping Light: Rua Cel. Xavier de Toledo, 23 – República, São Paulo
 (11) 3151.5772
 De segunda a sexta, das 8h às 20h.
                                                                          
Delegacia Regional do Trabalho: Rua Martins Fontes, 109 – Centro, São Paulo.
(11) 3150.8106
 De segunda a sexta, das 8h às 16h.
 
Conselho Nacional para Imigração (CNIg):
 (61) 2031.6470
 De segunda a sexta, das 8h às 18h.
 
ALIMENTAÇÃO
Bom Prato                         
  Unidade 25 de Março: Rua 25 de Março, 166.
  Unidade Brás: Av. Rangel Pestana, 2.327.
 Café da manhã: R$ 0,50 – A partir das 07h. Almoço: R$ 1,00 – A partir das 11h da manhã.
 
ALBERGUE
 
Albergues públicos
CREAS Bela Vista: Av. Nove de Julho, 871 – República, São Paulo.
Todos os dias, das 8h às 22h.
 
Missão Paz – Casa do Migrante (MEDIANTE DISPONIBILIDADE DE VAGA):
Rua Almirante Mauriti, 70 – Liberdade, São Paulo.
 (11) 3340.6955
 De segunda a sexta, das 14h às 18h.
 
Colocar informação de que o Município dispõe de Albergues públicos para eles, caso não tenha vaga na Casa do Migrante.
SAÚDE
Unidade Básica de Saúde (UBS): Você também pode procurar a mais próxima da sua residência. A maioria dosbairros possui Unidades Básicas de Saúde.
UBS Unidade Sé: Rua Frederico Alvarenga, 259 – Parque Dom Pedro, São Paulo.
 De segunda a sexta, das 7h às 17h.
 
Hospitais públicos: atendimento de urgência e emergência, todos os dias, manhã e noite.
 
SAÚDE E EDUCAÇÃO: Não é necessário portar documentos para receber atendimento médico no sistema público de saúde ou para matricular crianças e adolescentes nas escolas públicas. 
 
 

 
INFORMATIONS POUR LES RESSORTISSANTS D’HAITI
TABLE I – Comment commencer votre régularisation provisoire
 

POUR RECEVOIR L’AUTORISATION DE RESIDENCE AU BRÉSIL VOUS DEVEZ SUIVRE LES ETAPES INDIQUÉS
QUELLE EST VOTRE SITUATION EN CE MOMENT?
 
QUE FAIRE POUR COMMENCER LE PROCESSUS DE PERMANENCE:
1) VOUS ÊTES ENTRÉS AU BRÉSIL MUNI D’UN VISA HUMANITAIRE DE RÉSIDENCE PERMANENTE OBTENU DANS L´ EMBASSADE DU BRÉSIL
 
1. Vous devez réserver une entrevue à la Police Fédérale (Polícia Federal) à São Paulo (adresse suivante dans la TABLE VI) et effectuer le paiement.
Le site de la Police Fédérale (Polícia Federal): http://www.dpf.gov.br/servicos/estrangeiro/requerer-registro-e-emissao-renovacao-de-cedula-de-identidade-de-estrangeiro/requerer-registro-renovacao-e-anistia  – Articles 01, 04 e 05: Article 01: cadastre – remplir et imprimer (Attention: vous devez remplir une adresse au Brésil); Article 04:  Planification – horaire et impression; Article 05: imprimer deux billet (nº 140082 e 140120) et C.
2. Apportez le passeport et des copies des pages utilisés.
3. Apportez le formulaire que vous avez obtenu à l´ambassade.
4. Apportez deux photos 3×4 en coleur et fond blanc.
À la Police Fédérale (Polícia Federal), allez au secteur de l’immigration et demandez le registro nacional de estrangeiro (RNE).
Le RNE sera votre document d’identification au Brésil.
Muni de ce document, vous pouvez demander votre document de travail (carteira de trabalho – CTPS) pour travailler légalement au Brésil (information comment demander le CTPS dans la TABLE II).
2) VOUS ÊTES ENTRÉS AU BRÉSIL MUNI D’UN VISA DE TOURISTE OBTENU DANS L´EMBASSADE DU BRÉSIL
Vous devez suivre les étapes indiquées à l’article 4, suivant.
3) VOUS ÊTES ENTRÉS AU BRÉSIL SANS VISA, MAIS VOUS ÉTIEZ DÉJÀ ABONNÉS À LA POLICE FÉDERAL D’UN AUTRE VILLE/ÉTAT ET VOUS AVEZ UN PROTOCOLE DE SOLLICITATION DE REFUGE
Vous devez aller directement à la Police Fédérale à São Paulo (adresse suivant dans la TABLE VI) muni du protocole que vouz avez déjà reçu et d’autres documents que vous avez (comme le passaport).
À la Police Fédérale de São Paulo vous devez trouver le Secteur de l’Immigration (Setor de Imigração) et informer votre nouvelle adresse.
La Police Fédérale remplacera l´ancien protocole (protocolo antigo) pour un nouveau protocole de São Paulo.
Si vous n’avez pas votre document de travail (carteira de trabalho), suivez les instructions de la TABLE II.
 
4) VOUS ÊTES ENTRÉS AU BRÉSIL SANS VISA ET VOUS N´ÊTES PAS ENCORE INSCRITS À LA POLICE FÉDÉRALE
Vous devez aller à Caritas Arquidiocesana de São Paulo et demander votre inscription.
La Caritas informera le jour où vous devrez allez à la Policie Fédérale pour demander la sollicitation de refuge.
Quand vous allez à la Police Fédérale vous recevrez le PROTOCOLE et une copie de votre déclaration.
Le PROTOCOLE sera votre document provisoire de l´identification et de la régularisation au Brésil.
 

ATENTION: LE PROTOCOLE EST UN DOCUMENT PROVISOIRE ET VOUS DEVEZ  CONTINUEZ LE PROCESSUS POUR OBTENIR LE DOCUMENT FINAL (suivre les directives de la TABLE IV).
 

 
TABLE II – COMMENT OBTENIR LE DOCUMENT DE TRAVAIL PROVISOIRE (CARTEIRA DE TRABALHO PROVISÓRIA)
POUR SOLLICITER LE DOCUMENT DE TRAVAIL (CARTEIRA DE TRABALHO – CTPS) EST NÉCESSAIRE D´APPORTER
LE PROTOCOLE DE PERMANENCE PROVISOIRE ET LE CPF.
Vous devez allez à Delegacia Regional do Trabalho (suivrez l’adress sur la TABLE VI) et apporter le PROTOCOLE PROVISOIRE, 01 PHOTO 3×4 et le CPF. Si vous n’avez pas le CPF vous devez aller à Unidade da Receita Federal au Shopping Light  (adresse suivante dans la TABLE VI).
 

 
TABLE III – COMMENT RENOUVELER LES DOCUMENTS PROVISOIRES
JUSQU’À L’OBTENTION DU RNE, VOS DOCUMENTS SONT PROVISOIRES: RENOUVELLEZ LES DOCUMENTS AVANT LA DATE D’EXPIRATION
Le PROTOCOLE et le DOCUMENT DE TRAVAIL (CARTEIRA DE TRABALHO) sont valable pour six mois (180 jours).
Vous devez demander le renouvellement des documents jusqu’à la publication de votre nom par le Conselho Nacional de Imigração – CNIg (suivre la TABLE IV).
Avant cinq à dix jours de l’expiration de votre protocole, passez directement à la Police Fédérale et demandez le renouvellement dans le Secteur de l’Immigration (Setor de Imigração). Vous devez apporté votre ancien PROTOCOLE et deux photos 3×4. Aprés le renouvellement du PROTOCOLE, vous pouvez renouveller le document de travail : allez à la Delegacia Regional do Trabalho (adresse suivante dans la TABLE VI) et demandez le reneuvellement du document de travail (CARTEIRA DE TRABALHO).
 

 
TABLE IV – COMMENT OBTENIR LA REGULARISATION DÉFINITIVE ET LE RNE
POUR OBTENIR L’AUTORIZATION DE RÉSIDENCE PERMANENTE AU BRÉSIL, SUIVEZ VOTRE PROCESSUS!
comment demander :
Si vous avez reçu un PROTOCOLE DE SOLICITATION DE REFUGE (protocolo de Solicitação de refúgio) et vous êtes un ressortissant d’Haïti, votre demande sera analysée par le gouvernement brésilien à travers le Conselho Nacional de Imigração (CNIg).
Lorsque votre application est décidée, le CNIG publiera deux fois votre nom dans le Journal Officiel (Diário Oficial da União – DOU), qui est le journal officiel du gouvernement brésilien. La première fois sera une communication, et la deuxième sera valable pour la demande du RNE.
À PARTIR DE LA DATE QUAND VOTRE NOM A ÉTÉ PUBLIÉ (DEUXIEME PUBLICATION), VOUS AVEZ SEULEMENT 03 MOIS POUR ALLER À LA POLICE FÉDÉRALE ET DEMANDER LE RNE !!!
Le RNE est le document qui garantit l’autorisation de résidence permanente au Brésil, alors restez branchés et :
1) CONSULTEZ LA PUBLICATION TOUS LE 15 OU 20 JOURS
Les listes avec les noms des ressortissants haïtiens qui ont obtenu la résidence permanente sont publiées
sur différents sites. Vous pouvez lire ou accéder à des listes complètes sur la page Facebook de Caritas archidiocèse de Sao Paulo ou les sites suivants: http://caritasarqsp.blogspot.com.br/  ou http://www.migrante.org.br/IMDH/.
Vous pouvez également inserer votre nom ou votre numéro de protocole complet sur le site suivant:
http://www.jusbrasil.com.br/diarios/
Le site officiel est l’Imprensa Oficial: http://portal.in.gov.br/
2) SI VOTRE NOM A ÉTÉ PUBLIÉ, ALLEZ À POLICE FÉDÉRALE (SUIVEZ L’ADRESS SUR LA TABLE VI) ET APPORTEZ LA COPIE DE LA PUBLICATION DU DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO POUR DEMANDER VOTRE RNE, DANS 03 (TROIS) MOIS.
1. Vous devez réserver une entrevue à la Policie Fédérale  (Polícia Federal): http://www.dpf.gov.br/servicos/estrangeiro/requerer-registro-e-emissao-renovacao-de-cedula-de-identidade-de-estrangeiro/requerer-registro-renovacao-e-anistia –  Articles 01, 04 e 05: Article 01: cadastre – remplir et imprimer (Atention: vous devez remplir une adresse au Brésil); Article 04:  Planification – horaire et impression; Article 05: imprimer deux billet (nº 140082 e 140120) et efectuer le payement .
2. Apporter le passeport et des copies des pages utilisés.
3. Apporter la publication imprimée avec votre nom.
4. Apporter deux photos 3×4 en coleur et fond blanc.
5. Apporter  le Certificat Consulaire ou certificat de naissance traduit par un traducteur assermenté. Le certificat consulaire doit être demandé à l’ambassade d’Haïti à Brasilia, par e-mail; vous devez avoir une copie de votre certificat de naissance et la feuille d’identification du passeport, l’adresse pour l’envoi du certificat, PREUVE DE PAIEMENT – R$ 10,00 dix Reais pour le compte de l’ambassade d’Haïti à la Banque du Brésil, 1606-3 Agence compte courant 68694-8; les noms des pères en majuscules. Email:embhaiti@terra.com.br
3) SI VOTRE NOM A ÉTÉ PUBLIÉ ET SI VOUS N’AVEZ PAS DEMANDÉ LA PERMANENCE EN TROIS (03) MOIS, VOUS AVEZ TROIS (03) MOIS DE PLUS POUR DEMANDER UNE NOUVELLE PUBLICATION. SI VOUS PERDEZ CE TEMPS, VOUS DEVEZ RECOMMENCER LE PROCESSUS DE SOLLICITATION À NOUVEAU 
TABLE V – D’AUTRES BESOINS
Si vous avez besoin des conseils sur le logement, le travail, pour retourner aux études, des problèmes juridiques, vous pouvez vérifier la Missão Paz ou la Caritas Arquidiocesana de São Paulo.
 
TABLE VI – ADRESSES ET TELEPHONES UTILES

Caritas Arquidiocesana de São Paulo:    
Rue Venceslau Brás, 78, 2ème étage – Centre, São Paulo.
 (11) 3241.3239 ou 3115.2674.  Lundi, mardi, jeudi et vendredi, de 9h à 17h.

Missão Paz – Centro Pastoral e de Mediação dos Migrantes:
Rue do Glicério, 225 – Liberdade, São Paulo.
 (11) 3340.6966.  Du lundi au jeudi de 11,30 à 17,30 le vendredi jusqu’à 12 heures.

Polícia Federal de São Paulo:
ue Hugo D’Antola, 95 – Lapa de Baixo, São Paulo.  (11) 3538.5000
 Du lundi au vendredi de 8 à 16h.

Receita Federal Shopping Light:
ue Cel. Xavier de Toledo, 23 – República, São Paulo.
 (11) 3151.5772.  Du lundi au vendredi de 8h à 20h.

Delegacia Regional do Trabalho: Rue Martins Fontes, 109 – Centre, São Paulo.
(11) 3150.8106  Du lundi au vendredi de 8 à 16h

Conselho Nacional para Imigração (CNIg):
 (61) 2031.6470.  Du lundi au vendredi de 8h à 18h.

NOURRITURE
Bom Prato                         
  Unidade 25 de Março: Rue 25 de Março, 166.
  Unidade Brás: Av. Rangel Pestana, 2.327.
Petit déjeuner: R$ 0,50 – à partir de 07h. Déjeuner: R$ 1,00 –  à partir de 11 h.

LOGEMENT  
Auberges publiques
CREAS Bela Vista: Av. Nove de Julho, 871 – República, São Paulo.  tous les jours, de 8h à 22h.
Missão Paz – Casa do Migrante (SOUS RÉSERVE DE DISPONIBILITÉ DE VACANCE):
Rue Almirante Mauriti, 70 – Liberdade, São Paulo.  (11) 3340.6955.  Du lundi au vendredi, de 14h à 18h.
Si la Casa do Migrante n´as pas de place, la Municipalité a des auberges publiques.

SANTÉ
Unidade Básica de Saúde (UBS): Vous pouvez également rechercher le plus proche de votre résidence. La plupart des quartiers ont des unités de santé de base.
UBS Unidade Sé: Rue Frederico Alvarenga, 259 – Parque Dom Pedro, São Paulo.
 Du lundi au vendredi de 7h à 17h.

Hôpitaux publics: urgence et soins medicaux , tous les jours, matin et soir.
SANTÉ ET ÉDUCATION: C’est recommandé mais pas obligatoire d´apporter des documents à recevoir des soins médicaux dans le système de santé publique ou pour inscrire les enfants et les adolescents dans les écoles publiques.